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De Assento Vazio a Receita Recorrente: O Modelo de Assinatura no Mercado Aéreo

Não é segredo que a situação das companhias aéreas ao redor do mundo não é fácil. A recuperação judicial da GOL e a tentativa relâmpago da Itapemirim no setor são exemplos recentes. 

  • Os motivos são vários. Entre pandemia, guerras e preços dos combustíveis, os custos para botar uma aeronave no ar são altos, assim com os custos de mantê-las em terra, nos aeroportos. 

Em números: As companhias aéreas devem ter uma queda de US$ 2 bilhões nos lucros— 33% a menos do que no ano passado. Só no 1º trimestre, a perda foi de quase US$ 800 milhões em toda a indústria. 

O que pode salvar? 💺

Uma companhia húngara de médio porte, a Wizz Air, lançou uma assinatura “all you can fly” por € 500/ano com voos ilimitados para diferentes destinos na Europa — incluindo Atenas, Madri e Paris. 

  • Fazendo o paralelo, é o que a Netflix fez no mercado de filmes. Em vez de sempre comprar ou alugar o próximo filme, passamos a pagar uma taxa única que dava o acesso a todos os conteúdos de uma vez. 

Parece fazer sentido… O voo médio de uma companhia aérea decola com 20% dos assentos vazios. Na prática, isso significa dinheiro deixado na mesa, uma vez que o custo marginal de um passageiro no voo é baixíssimo. 

Ou seja, mesmo se os assinantes abusarem das viagens no ano, eles teoricamente ocupam esses assentos vazios, enquanto a empresa tem receita recorrente. Não à toa, o modelo tem se popularizado entre cias. que não são líderes do mercado.

Fonte: https://thenews.waffle.com.br/negocios/o-modelo-netflix-pode-salvar-as-companhias-aereas?utm_source=the_news&utm_medium=newsletter&utm_campaign=19-08-2024

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